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DECRIPTO: Exchanges que vão REPORTAR as suas operações à RECEITA FEDERAL (CARF)

  • Foto do escritor: Ana Paula Rabello
    Ana Paula Rabello
  • há 6 horas
  • 4 min de leitura

Olá, bitcoiners!

Quais exchanges vão reportar suas operações à Receita Federal na DeCripto?

A pergunta que mais recebo hoje é direta: quais corretoras vão entregar os dados dos usuários à Receita Federal com a DeCripto?


E não é curiosidade — é preocupação real.


Desde a publicação das novas regras, muita gente passou a se orientar por recortes soltos, vídeos rasos e interpretações equivocadas. O resultado é confusão. Então vamos colocar ordem nisso, com base no que está na norma, no modelo CARF e na forma como as exchanges operam hoje.


Este artigo é a adaptação direta do conteúdo que expliquei em vídeo, com atualização técnica e foco prático para o investidor brasileiro sobre a DECRIPTO.


A DeCripto muda completamente o jogo


Até agora, somente corretoras nacionais eram obrigadas a reportar operações à Receita Federal, por meio da IN 1888.


Com a DeCripto, isso muda.


A nova obrigação alcança também exchanges estrangeiras que prestem serviço ao público brasileiro. E aqui não estamos falando de hipótese futura ou interpretação elástica — estamos falando de critérios objetivos definidos na regulamentação.


Exchanges nacionais que já reportam (e seguirão reportando)


As corretoras nacionais já entregam informações hoje e apenas darão continuidade no novo modelo da DeCripto.


Entre as principais, estão:


  • Mercado Bitcoin

  • Foxbit

  • Bitbank

  • Novadax

  • Ripio

  • Coinbase

  • Kraken

  • Bitso

  • Bipa

  • Coinext

  • OKX

  • Nu Crypto

  • Mynt

  • Crypto.com

  • Entre outras


Essa lista considera volume, relevância e uso real pelo investidor brasileiro. Pode haver outras nacionais reportando — mas essas são as mais representativas hoje, no mercado brasileiro.


O que faz uma exchange estrangeira ser obrigada a reportar?


Aqui está o ponto que mais gera erro de interpretação.

A obrigação não depende apenas de a exchange aceitar ou não reais na plataforma. Existem critérios centrais e previstos na IN2291/2025.


1. Porta de entrada em BRL


Se a exchange permite entrada de recursos em reais — seja por PIX, instituição de pagamento ou intermediários — ela entra na obrigação.


2. Comunicação dirigida ao público brasileiro


Mesmo que não aceite BRL, a exchange será obrigada se:


  • Faz marketing para brasileiros

  • Oferece produtos voltados ao Brasil

  • Mantém comunicação em português

  • Direciona serviços explicitamente ao usuário brasileiro

  • Utilizar qualquer domínio ".br" para realizar as suas atividades ou operações;


Esse critério é essencial e está alinhado com padrões internacionais de reporte.


Exchanges estrangeiras que tendem a reportar na DeCripto


Com base no funcionamento atual, nas ofertas e na comunicação dirigida ao Brasil, entendemos que as seguintes exchanges tendem a reportar:


  • Binance

  • Bybit

  • BingX

  • KuCoin

  • Gate.io

  • Bitfinex

  • Bitget

  • Bitmart

  • Bitmex

  • CoinEx

  • Poloniex

  • MEXC

  • Entre outras


Isso pode mudar?


Pode. Exchanges podem alterar estratégia, encerrar atendimento ao Brasil ou mudar estrutura.


Mas com o cenário atual, essas plataformas se enquadram nos critérios da DeCripto.


Quando começa o reporte?


Aqui está um erro comum que precisa ser corrigido.


DeCripto mensal


  • Início: julho de 2026

  • Reporte mensal das operações


DeCripto anual (modelo CARF)


  • Base de dados: janeiro a dezembro de 2026

  • Entrega: janeiro de 2027


Ou seja: Mesmo que a exchange só comece a reportar mensalmente em julho, ela já terá que entregar todo o histórico de 2026 no reporte anual.


Exemplo prático: A Binance começa o reporte mensal em julho de 2026. Mas em janeiro de 2027, entrega todas as operações do usuário desde janeiro de 2026, no modelo CARF.


E o investidor, precisa reportar também?


Sim. E esse ponto é decisivo.


Nas operações realizadas em corretoras estrangeiras, P2P e DEX, a responsabilidade pelo reporte continua sendo do investidor, independentemente de a exchange também enviar informações à Receita Federal. O cruzamento de dados existe e a Receita não considera o envio pela exchange como substituição da obrigação do investidor.


Essa exigência se aplica quando a soma das operações no mês ultrapassa R$ 35 mil.


Qualquer atraso, erro ou omissão no reporte gera penalidade.



A DeCripto não é só Brasil


Outro ponto ignorado por muitos conteúdos rasos:


A DeCripto segue o padrão internacional CARF.


O Brasil não está sozinho. Diversos países aderiram ao mesmo modelo.

Isso significa que, mesmo que uma exchange decida sair do Brasil, ela poderá ter que reportar em outros países. Portanto, não existe essa solução simples de “é só sair do Brasil”.


Sem ilusão


  • A DeCripto amplia o alcance da Receita Federal

  • Exchanges estrangeiras passam a reportar

  • O investidor também reporta

  • O cruzamento de dados será automático

  • Não é achismo, é estrutura normativa


Quem ainda está tratando isso como “talvez” ou “futuro distante” está se enganando.


Se tu opera com cripto, organização e entendimento das regras deixam de ser opção.


Por Ana Paula Rabello e Gabriel Rother Candido.

 

A reprodução deste artigo é permitida mediante a citação do Declarando Bitcoin e a inclusão do link direto para o texto original.


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