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Como Israel conseguiu confiscar as criptomoedas do grupo terrorista Hamas?

Atualizado: 12 de fev.


criptomoedas

Aviso ao leitor: O objetivo deste artigo é meramente técnico, focando em analisar e explicar o processo pelo qual Israel conseguiu confiscar as criptomoedas. Não temos a intenção de fazer juízos de valor ou adentrar em debates políticos. Pedimos que a leitura seja feita com essa perspectiva em mente.


Recentemente, uma notícia tomou conta dos principais veículos de comunicação: a Polícia de Israel, em parceria com a Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, conseguiu confiscar os criptoativos pertencentes ao grupo terrorista Hamas.


Esse fato gerou surpresa e inquietação em muitos investidores, especialmente entre aqueles que estão dando seus primeiros passos no universo das criptomoedas. Afinal, uma das premissas mais propagadas sobre as criptomoedas é a sua natureza "inconfiscável".


Além disso, críticos do Bitcoin e do mercado de criptomoedas aproveitaram a oportunidade para questionar a segurança e a inviolabilidade desses ativos digitais. Diante desse cenário, muitos se perguntam: a criptografia das criptomoedas teria sido violada? Ainda podemos confiar na segurança delas? Para esclarecer estas e outras dúvidas que possam surgir, é essencial compreender o que de fato ocorreu e por que esse episódio não deveria ser visto como algo inesperado.


A vulnerabilidade das criptomoedas em corretoras centralizadas


As criptomoedas que Israel conseguiu confiscar estavam sob a custódia da Binance. E aqui reside um ponto crucial para compreender a situação: a diferença entre ter criptomoedas em uma corretora e possuir a custódia direta delas.


Quando dizemos que nossas criptomoedas estão em uma corretora ou em uma carteira digital/hardware, estamos fazendo uma simplificação. Na realidade, as criptomoedas estão associadas a um endereço específico na blockchain. O verdadeiro proprietário de uma criptomoeda é aquele que detém as chaves privadas, que são essenciais para acessar e transferir os fundos associados a esse endereço.


Dentro desse cenário, ressoa um dos ditados mais frequentemente citados e, sem dúvida, um dos mais importantes no mundo das criptomoedas: "Not your keys, not your coins" (Se não são suas chaves, não são suas moedas).


Ao optar por armazenar suas criptomoedas em uma corretora, você está, na verdade, confiando à corretora a posse dessas chaves privadas. Em outras palavras, você não tem o controle total sobre seus ativos digitais.


Esse modelo de custódia carrega riscos intrínsecos. Há a possibilidade de a corretora enfrentar problemas financeiros e declarar falência, como ocorreu recentemente com a FTX. Além disso, pode haver o bloqueio de ativos ou, como observado no caso do Hamas, o confisco de ativos por intervenção governamental. Vale ressaltar que corretoras centralizadas estão submetidas a regulamentações e podem ser impactadas por decisões judiciais.


O episódio envolvendo Israel e o Hamas evidencia que, embora as criptomoedas sejam concebidas para serem inconfiscáveis, quando depositadas em corretoras, elas enfrentam vulnerabilidades similares a outros ativos financeiros tradicionais. No entanto, se bem armazenadas, a realidade é bem diferente.




Por Ana Paula Rabello e Gabriel Rother Candido


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